Elas precisam saber

Sem precisar ser a mulher invisivel ou a mulher melancia, foi feita uma pesquiza exaustiva entre os homens e também com as mulheres – então saiu a lista de algumas coisas que ambos concordaram que uma mulher, pobre ou rica, sensata e uma boa concorrente a ser disputada deveria saber (você pode ser uma delas):

1. Que ninguem sabe tudo – nem você

2. Saber que John Stewart – é músico e não estilista

3. Até Angelina Jolie –  já foi traída

4. A diferença entre destilados e fermentados – e que ambos não se misturam

5. Não é porque você é boazinha – as pessoas não serão boazinhas com você

6. A alegria de uma roupa nova – não vale a conta vermelha no banco

7. Dança do ventre – só é legal na novela

8. A regra do impedimento – no futbol

9. Pílula do dia seguinte – deve ser usada como emergência e não como anticoncepcional

10. Que às vezes o silencio – é a melhor resposta

11. Homens também gostam – de receber elogios

12. Às vezes vale a pena – fazer o homem pensar que a ideia brilhante veio dele

13. Dar nó – só em gravatas, muito importante (faça um curso se possível)

14. Nem tudo o que está na moda – fica bem em você

15. Definitivamente NÃO – os homens não gostam de mulher que fala com voz de criança

16. Pelo menos – fritar ovos, seja mole ou duro

17. Um brigadeiro, ok. Dois brigadeiros ok – três brigadeiros não

18. Nem se ele jurar que o melhor da revista feminina é a entrevista – não, não acredite nem aqui nem na china

19. A vantagem é se dar muito bem – com a sogra (só as mais inteligentes conseguem)

20. A histórico – de câncer da sua família (vai precisar quando ir ao médico)

21. Quando insistir em uma relação – e quando pular fora imediatamente

22. Que os homens até compreende – quando mente sobre seu peso e sobre sua idade, mas o melhor e falar a verdade

23. Pregar um botão – trocar pneu do carro, pregar um quadro na altura certa e ligar um dvd

Bem pessoal, tive que cortar a lista mas já é um bom começo

Talves você queira ler também sobre sapatos e sandálias de mulheres

Até Breve

Copa do Mundo 1966: Inglaterra é campeã em casa

Ingleses derrotam Alemanha Ocidental na final – Depois de duas conquistas consecutivas, era impossível controlar o otimismo dos brasileiros. A torcida passou a acreditar que a seleção “canarinho” era imbatível e que a conquista do tricampeonato era certa. A presunção contagiou os dirigentes que negligenciaram a organização dos preparativos.

A Copa de 66 teve novo recorde de inscrições, com 70 países disputando as 14 vagas para as finais. O Brasil, classificado por antecipação, descuidou-se na fase preparatória. Paulo Machado de Carvalho, apelidado de “Marechal da Vitória”, pelo sucesso das campanhas que liderou em 58 e 62, foi afastado da chefia da delegação. No seu lugar, assumiu o próprio presidente da Confederação Brasileira de Desportos, João Havelange.

Inglaterra
Portugal iria enfrentar os donos da casa na semifinal. Os ingleses vinham fazendo uma campanha apenas razoável. Na primeira fase, a Inglaterra havia empatado sem gols com o Uruguai e em seguida venceu o México e a França pelo mesmo placar de 2 a 0, classificando-se em primeiro lugar no grupo 1.

Nas quartas-de-final, os ingleses conseguiram uma vitória apertada contra a Argentina, que teve o meio-de-campo Ratin, um de seus melhores jogadores, expulso, para muitos injustamente. Para o jogo contra Portugal, os ingleses conseguiram que a Fifa alterasse regulamento para levar para Londres a partida, originalmente marcada para Liverpool. Num jogo duríssimo, presenciado por quase 100 mil pessoas, a Inglaterra, comandada por Bobby Charlton, venceu Portugal por 2 a 1, classificando-se para fazer a grande final contra a Alemanha Ocidental, do jovem Beckembauer, que tinha derrotado a URSS também por 2 a 1.

Alemanha e Inglaterra fizeram um jogo equilibrado, que terminou com dois gols para cada lado, levando a final a ser decidida numa prorrogação. Na etapa inicial do tempo extra, o centroavante inglês, Geoff Hurst, acertou uma bola no travessão do goleiro Tilkowski. A bola quicou no chão e saiu. Depois de consultar o bandeirinha russo, o juiz suíço Gotffried Dieust confirmou o gol da Inglaterra, para desespero do time alemão.

Até hoje a jogada gera polêmica. O gol obrigou a Alemanha a partir para o ataque e a Inglaterra soube explorar o contra-ataque. No finalzinho da partida, novamente Geoff Hurst arrancou desde o meio do campo com a bola dominada e, da entrada da área, chutou para marcar o gol do título. Placar: Inglaterra 4, Alemanha 2, com três gols de Geoff Hurst.

Para delírio da torcida presente no estádio de Wembley, o capitão do time inglês, Bobby Moore, recebeu a taça Jules Rimet das mãos da rainha Elizabeth II. A Inglaterra foi campeã, mas o rei da Europa foi Eusébio. A ótima campanha de Portugal garantiu a Eusébio a artilharia do mundial, com 9 gols.

Fonte wikipedia e BBC Brasil

Até Breve

Copa do Mundo 1962: Brasil é bicampeão mundial no Chile

Mesmo com Pelé contundido, seleção conquista o título

Em 1962, o Brasil repetiu o sucesso de 1958 e conquistou o bicampeonato mundial. Na Copa do Chile houve um novo recorde de inscrições. Cinqüenta e seis países se inscreveram para disputar as 14 vagas do Mundial. O Brasil, como país campeão, e o Chile, como anfitrião, estavam automaticamente classificados. O Brasil ficou no grupo 3, com México, Espanha e Tchecoslováquia. A surpresa ficou por conta da desclassificação da França, terceira colocada no mundial da Suécia. Na Europa, o futebol se tornara um esporte cada vez mais físico, mas a técnica ainda prevalecia entre os jogadores sul-americanos.

Violência A primeira fase da Copa de 1962 foi marcada por jogos truncados, por uma marcação rigorosa e violenta. Preocupado, o Comitê de Arbritragem da Fifa convocou uma reunião de emergência com todos os juízes e bandeirinhas do mundial, para que o jogo bruto fosse reprimido com mais rigor. O Brasil teve uma estréia tranqüila, derrotando o México, em Viña del Mar, por 2 a 0, gols de Pelé e Zagalo. O técnico campeão de 58, Vicente Feola, estava com problemas cardíacos e foi substituído por Aimoré Moreira. O novo dirigente conservou a base da seleção de 1958, trocando apenas o miolo da zaga. Mauro era o capitão no lugar de Belini e Zózimo, do Bangu, ficou com a vaga de Orlando. No segundo jogo, contra a ótima equipe da Tchecoeslováquia, o Brasil perderia sua maior estrela. Pelé sofreu uma distensão no músculo da virilha e estava fora do restante da Copa. Pelé continuou em campo mancando, pois na época não eram permitidas substituições durante os jogos. A partida terminou empatada sem gols. O resultado fazia o Brasil decidir a classificação com a Espanha, que tinha vencido o México e perdido para os tchecos.

Final
Os “olheiros” da delegação brasileira descobriram um plano dos chilenos para pertubar o time do Brasil na chegada da seleção à capital Santiago. Seguindo o plano traçado pelo chefe da delegação, Paulo Machado de Carvalho, a seleção viajou de trem, evitou comer as refeições oferecidas a bordo, preferindo os sanduíches comprados em Viña del Mar. Os jogadores desceram duas estações antes do destino final, seguindo de ônibus diretamente para o estádio Nacional, driblando a multidão que foi à estação de trem para hostilizar os brasileiros. Diante de quase 80 mil espectadores, o Brasil se impôs com outro show de Garrincha, que marcou duas vezes no primeiro tempo. Pouco antes do fim da etapa inicial, Toro reacendeu a esperança da torcida local, descontando para o Chile. Logo no começo do segundo tempo, Vavá restabeleceu a vantagem de dois gols para o Brasil. Leonel Sanchez ainda diminuiria de pênalti aos 16 minutos, e aos 32, novamente Vavá balançaria a rede do Chile, que não encontrou forças para reagir. Quase no final do jogo, Garrincha, cansado de apanhar do seu marcador Rojas, revidou uma entrada desleal com um pontapé no traseiro do lateral chileno. O árbitro peruano Arturo Yamasaki expulsou Garrincha, que ainda levou na saída uma pedrada de um torcedor. Na outra semifinal a Tchecoslováquia venceu a Iugoslávia por 3 a 1 e se classificou para enfrentar os brasileiros na final. Como em 1958, o adversário do Brasil saiu na frente, com um gol de Masopust, aos 14 minutos do primeiro tempo.

Mas o Brasil tinha Garrincha. Sempre que pegava na bola, Garrincha atraía a atenção de pelo menos três adversários. Assim, Amarildo, Zito e Vavá, tiveram espaço necessário para marcar os gols que deram o bicampeonato mundial ao Brasil. As atuações sensacionais de Garrincha não deixaram que o Brasil sentisse falta do rei Pelé. A artilharia do mundial de 62 ficou com o iugoslavo Jerkovic, com 5 gols. A Copa do Chile foi marcada pela introdução do chamado futebol-força jogado pelos europeus que, através do preparo físico esmerado, nivelava por baixo os jogadores. Dois jogadores tiveram a perna quebrada e seis foram expulsos durante o torneio, tendo sido marcadas oito penalidades máximas. O jogo bruto dava uma idéia do que seria a próxima Copa do Mundo a ser disputada na Inglaterra, em 1966.

Até Breve

Copa do Mundo 1958: Brasil conquista seu primeiro título

Seleção revela ao mundo o rei Pelé
A Copa de 1958 bateu novo recorde de inscrições. Cinqüenta e três países disputariam as eliminatórias. Uma das grandes notícias foi o retorno da Argentina à competição. O Brasil se classificou ao empatar em zero a zero com o Peru em Lima. Em seguida, derrotou os peruanos no Maracanã por 1 a 0, com um gol de Didi cobrando falta com um chute de curva, uma de suas famosas “folhas secas”. Ao término das eliminatórias, houve duas surpresas: os bicampeões Uruguai e Itália não conseguiram se classificar para o Mundial.

Feola e suas armas
Para o Mundial da Suécia, o comando da delegação foi entregue a Paulo Machado de Carvalho e o comando técnico ficou por conta de Vicente Feola, que convocou um grupo de jogadores de alta qualidade. Entre os destaques brasileiros estava o goleiro Gilmar, os zagueiros De Sordi, Belini e o experiente Nilton Santos, que já estava em sua terceira Copa do Mundo. No meio-de-campo, Dino Sani, Didi e Moacir facilitavam a decisão do técnico. E no ataque, o excelente ponta do Flamengo Joel, o valente Mazola, o artilheiro Dida e o ponta Zagalo. Na reserva, craques do quilate de Djalma Santos, Zito, Vavá, Pepe, o infernal ponta-direita do Botafogo, Mané Garrincha, e também o garoto Pelé, de apenas 17 anos, do Santos F. C., a grande promessa do futebol brasileiro. Em 1958 o regulamento foi novamente descomplicado. Os 16 países classificados seriam divididos em quatro grupos de quatro que jogariam entre si, com os dois primeiros passando para as quartas-de-final. O Brasil ficou no grupo 4, o mais forte de todos. Além da União Soviética, campeã olímpica de 56, o grupo tinha ainda a Inglaterra e a Áustria.

Campanha
No dia 8 de junho, o Brasil entrava em campo na cidade de Udevalla para enfrentar a Áustria. O time brasileiro começou acanhado. Aos poucos, o nervosismo com o gol que não saía, tomou conta da equipe. Finalmente, aos 38 minutos, Mazola abriu o placar. No começo do segundo tempo, o lateral Nilton Santos avançou, para desespero do técnico Feola, e acabou marcando o segundo gol do Brasil. No finalzinho, um outro gol de Mazola definiu o placar. O Brasil vencia o jogo de estréia por 3 a 0, sem, entretanto, convencer a torcida. Os soviéticos, favoritos ao título, também decepcionaram ao empatar na estréia por 2 a 2 com os ingleses. No segundo jogo, contra a Inglaterra, em Gotemburgo, Vavá foi escalado em substituição a Dida. O Brasil jogou melhor, mas não saiu do zero a zero. Era evidente que o time não ia bem. O Brasil teria que decidir a classificação com os soviéticos. Uma controvertida história diz que jogadores mais experientes como Gilmar e Nilton Santos exigiram a escalação de Garrincha, Zito e do garoto Pelé. Em entrevista à BBC, o ex-goleiro da seleção contou o episódio: “Não houve imposição. Era claro que o time não ia bem. Vicente Feola conversava sempre conosco e falamos sobre a escalação. Ele nos perguntou se achávamos se Garrincha e Pelé dariam conta de tão grande responsabilidade e simplesmente dissemos que sim, pois os conhecíamos de nossos times.” “Alguns jogadores, como o Mazola, estavam nitidamente mais preocupados em se poupar, pois já tinham assinado contratos com times europeus. Outros, como o Dida e o Joel, pareciam não suportar o peso da camisa”, completou.

Final
O Brasil seguia para fazer sua segunda final de uma Copa do Mundo. Na outra semifinal, os suecos, donos da casa, enfrentariam a Alemanha, campeã da Copa anterior. A Suécia venceu por 3 a 1 e se classificou para a grande final. No domingo 29 de junho, o Brasil entrava no estádio Solna Raasunda, em Estocolmo, para enfrentar os anfitriões. Logo de saída, Liedholm aproveitou uma falha da defesa brasileira e fez Suécia 1 a 0. O gol trouxe de volta o fantasma da derrota de 50. Mas o meio-campo Didi foi buscar a bola no fundo da rede brasileira e de cabeça erguida a levou debaixo do braço para a nova saída. Em entrevista à BBC, Didi contou que sua intenção era “acalmar o time, lembrando a todos, principalmente a seus companheiros de Botafogo, Nilton Santos e Garrincha, que anteriormente seu clube tinha vencido facilmente os suecos e que o Brasil era o melhor time em campo.” Quatro minutos depois, Vavá empatou o jogo. Os dois repetiriam a jogada várias vezes e, aos 32 minutos, a bola voltaria ao fundo da rede sueca. Brasil 2 a 1, com outro gol de Vavá. No segundo tempo, Pelé e Zagalo fizeram o Brasil respirar aliviado. Simonsson ainda diminui para os donos da casa, mas a Suécia não conseguiu evitar a derrota. No último minuto de jogo novamente Pelé fechou a goleada, Brasil 5, Suécia 2. Brasil campeão do mundo pela primeira vez. O capitão Belini ergueu a taça Jules Rimet com as duas mãos, consagrando o gesto que passaria a simbolizar a conquista do mundial. A nova geração de craques enchia de otimismo a torcida brasileira e ajudava a projetar o Brasil como a grande potência do futebol mundial. A França acabou em terceiro lugar. Os franceses tiveram o artilheiro da Copa. Com 13 gols, Just Fontaine estabeleceu um recorde absoluto, que permanece até hoje.

Até Breve

Copa do Mundo 1954: Alemanha impede consagração da Hungria

O húngaro Puskas (ao centro) era o destaque do time

A Hungria dominava o futebol europeu em 1954 e chegou à Copa da Suíça como a grande favorita para o título. O time húngaro era comandado pelo fabuloso Ferenc Puskas e estava invicto havia quatro anos.  A neutralidade mantida pela Suíça na Segunda Guerra Mundial poupou o país da destruição imposta aos outros países pelo conflito.  Assim, a Suíça foi escolhida pela Fifa para sediar o quinto Campeonato Mundial de Futebol.  Trinta e oito países se inscreveram para disputar as eliminatórias – número recorde até então. A Argentina, mais uma vez, resolveu não participar.

Asiáticos
Nesta Copa, a grande novidade vinha da Ásia, com a participação do Japão, da Coréia e da China nas eliminatórias. Os coreanos se classificaram para participar da Copa.  O Brasil não teve dificuldade em eliminar Paraguai e Chile. Para a Copa de 54, o comando da seleção foi entregue a Zezé Moreira, que ficou encarregado da tarefa de superar o trauma da derrota de 50. Zezé tinha começado bem. Dois anos antes, o Brasil ganhara o primeiro título no exterior ao se tornar campeão panamericano, no Chile, derrotando os uruguaios por 4 a 2.  Da seleção de 50, permaneciam apenas o goleiro Castilho, o zagueiro Nilton Santos, o meio-de-campo Bauer e os atacantes Baltasar e Rodrigues.

Seleção “Canarinho”
Para a Copa do Mundo, a Confederação Brasileira de Desportes (CBD) resolveu substituir o tradicional uniforme de camisas brancas por camisas amarelas. Nascia a seleção “canarinho”, assim batizada pelo jornalista Geraldo José de Almeida. O Brasil estreou em Genebra com uma goleada de 5 a 0 sobre o México, com dois gols de Pinga, um de Baltasar, um de Didi e outro de Julinho. A Copa de 54 tinha um regulamento confuso. Os finalistas foram divididos em quatro grupos de quatro, com dois cabeças-de-chave, que não se enfrentariam nas oitavas-de-final. Dois países se classificariam em cada grupo. O Brasil e a França foram os cabeças-de-chave do grupo 1, que contava ainda com Iugoslávia e México.  No segundoundo jogo, a seleção brasileira empatou com a Iugoslávia por 1 a 1. O empate classificou os dois times para a fase seguinte.

Goleadas
O complicado regulamento da Copa colocava a poderosa Hungria no caminho do Brasil. Os próximos adversários dos brasileiros já tinham vencido a Coréia do Sul por 9 a 0 e a Alemanha por 8 a 3. Foram 17 gols em apenas 2 jogos, sete deles marcados pelo centro-avante Kocsis.  Além de Kocsis e Puskas, os húngaros contavam ainda com o excelente ponta-esquerda Czibor e os meio-campistas Lantos e Bozsik.   A Hungria não perdia havia 29 jogos e era a sensação do futebol mundial. No dia 27 de julho, o Brasil entrou em campo do estádio Wankdorff, em Berna, para enfrentar uma Hungria desfalcada de sua estrela maior. Uma distensão impedira Puskas de jogar contra o Brasil. Mas, mesmo sem Puskas, o time húngaro era incrível, e, já aos 7 minutos, o Brasil perdia por 2 a 0. Ainda no primeiro tempo, o lateral Djalma Santos descontou com um pênalti para o Brasil. No segundo tempo, o Brasil voltou com tudo, mas foram os húngaros que marcaram outra vez. Aos 16 minutos, Lantos, cobrando um pênalti, ampliou a vantagem para 3 a 1. Quatro minutos depois, Julinho diminuiu para o Brasil.                      

Batalha
A partir daí, o jogo ficou duríssimo, com a seleção brasileira pressionando e os húngaros se defendendo como podiam.  Os ânimos se exaltaram e passou a ser travada uma verdadeira batalha em campo. O árbitro inglês, Arthur Ellis, expulsou os brasileiros Nilton Santos e Humberto e o húngaro Bozsik. O jogo passaria para a história como a “Batalha de Berna”.           No finalzinho, o artilheiro Kocsis fechou o placar, com vitória de quatro a dois para a Hungria. O excelente time do Brasil deixava o torneio lamentando ter enfrentado a fabulosa Hungria tão cedo na competição. Os húngaros seguiam em frente, mas teriam que suar muito para chegar à final.   No jogo, considerado o melhor da Copa de 54, a Hungria venceu o Uruguai por 4 a 2, com dois gols marcados na prorrogação.  Como em 1950, um grande favorito chegava à final. No jogo decisivo, a Hungria iria enfrentar a Alemanha, que, depois de um começo incerto, tinha feito uma campanha regular vencendo a Iugoslávia por 2 a 0 nas quartas-de-final e a Áustria por 6 a 1 nas semifinais. Mas em 54 ninguém acreditava que os alemães pudessem fazer frente à poderosa Hungria. Os dois times tinham se enfrentado nas oitavas-de-final e os húngaros haviam vencido por nada menos que 8 a 3. O técnico alemão Sepp Herberger vinha jogando em função do complicado regulamento e tinha poupado seus melhores jogadores. Do lado húngaro, o craque Ferenc Puskas foi escalado para a final, mesmo não estando totalmente recuperado de uma distensão.

Final
Em 4 de julho, no estádio Wankdorf, na capital suíça, Berna, Hungria e Alemanha entravam em campo diante de um público de quase 65 mil pessoas, para a grande final. A Hungria começou no estilo arrasador e, aos 4 minutos, Puskas abriu o placar. Aos 8 minutos Czibor fez 2 a 0. Mas o time alemão não se entregou e, aos 17 minutos, o jogo já estava empatado. Aos 39 minutos do segundo tempo, o ponta alemão Rahn fez o gol de uma vitória que ninguém acreditava ser possível.

A seleção da Alemanha ficou com o título e a Hungria foi vítima do mesmo favoritismo que tinha derrotado o Brasil em 50.   O Brasil voltou para casa de cabeça erguida. Afinal, tinha sido derrotado pelo melhor time do mundo, uma das melhores seleções de todos os tempos.

Fonte wikipedia e BBC Brasil

Até Breve

Copa do Mundo 1938: Na França, Brasil fica em terceiro

Copa de 1938 foi disputada em meio à crescente tensão política que antecedeu a Segunda Guerra Mundial.
A FIFA decidiu que a França seria a sede do Mundial em detrimento da candidatura da Argentina, alegando que o torneio seria uma excelente oportunidade para dissipar a tensão e mostrar que havia unidade no continente europeu.
A Espanha, mergulhada numa sangrenta guerra civil, resolveu não enviar sua seleção à França. A Áustria, anexada pela Alemanha de Adolf Hitler, também não foi à Copa e ainda teve seus melhores jogadores utilizados na equipe alemã.
O Uruguai, ainda magoado pelo desinteresse dos europeus pela Copa de 30, disse que só voltaria a participar do torneio quando o Mundial fosse disputado de novo na América do Sul. A Argentina, que teve sua candidatura como anfitriã rejeitada pela FIFA, também ficou de fora da Copa da França.

Mudança

Pela primeira vez, o país anfitrião e o vencedor da Copa anterior estavam automaticamente classificados, inaugurando o critério que prevalece até hoje.
Inicialmente, foram inscritos 36 países para as eliminatórias. O Brasil se classificou com a desistência da Bolívia. Entre os estreantes, Cuba e as Índias Holandesas, além das poderosas equipes da Alemanha e da Polônia.

No Brasil, a paz tinha voltado a reinar no futebol, e tanto clubes quanto federações se abrigavam pacificamente sob o manto da Confederação Brasileira de Desportos (CBD). Pela primeira vez na história dos Mundiais, a seleção brasileira seria representada pelos melhores jogadores do país.
No gol, o time comandado pelo técnico Ademar Pimenta contaria com os excelentes Batatais e Valter. Na defesa, sobressaia a classe de Domingos da Guia, “O Divino” – o craque do Flamengo que muitos consideram até hoje o melhor zagueiro que o Brasil já teve. No meio-campo Martim e Afonsinho, e no ataque Romeu, Perácio, Hércules, Patesco e o fenomenal Leônidas da Silva – conhecido como “O Diamante Negro” ou “O Homem Borracha” -, criador da bicicleta e de outros malabarismos infernais.

Campanha
O Brasil estreou no dia 5 de junho em Estrasburgo, contra a Polônia. No primeiro tempo, prevaleceu a classe e o futebol refinado dos brasileiros e, ao final dos 45 minutos, o Brasil vencia por 3 a 1. Mas no intervalo do jogo desabou um fortíssimo temporal que elameou o gramado, dificultando o toque de bola dos brasileiros. Os poloneses se aproveitaram e o jogo terminou empatado em 4 a 4. Na prorrogação o Brasil fez mais dois gols vencendo a partida por 6 a 5. Leônidas e o polonês Willinowski marcaram 4 gols cada um.
Um dos gols de Leônidas foi marcado com o atacante descalço. Leônidas se preparava para trocar de chuteiras perto da área polonesa quando recebeu um presente do goleiro polonês, que escorregara ao tentar cobrar um tiro de meta. O atacante brasileiro completou para o gol de primeira, ainda com a chuteira na mão.

Surpresa
A grande surpresa da primeira fase foi a desclassificação da poderosa Alemanha pela modesta equipe da Suíça.
Cuba fez uma excelente estréia vencendo a Romênia por 2 a 1. Mas o sonho dos cubanos terminaria nas quartas-de-final com a goleada de 8 a 0, aplicada pela Suécia.
Nas quartas-de-final, o Brasil teve que cruzar o território francês de norte a sul numa longa viagem de trem para enfrentar a Tchecoslováquia em Bordeaux.
O jogo terminou empatado em 1 a 1, com mais um gol de Leônidas. A seleção brasileira venceria por 2 a 1 a partida de desempate, que foi jogada no dia seguinte. Os gols brasileiros foram marcados por Leônidas e Roberto.
Pela primeira vez, o Brasil disputaria a semifinal de uma Copa do Mundo. A seleção brasileira iria enfrentar, em Paris, a Itália, então campeã mundial. Os italianos tinham confirmado o favoritismo ao eliminar a França, dona da casa.

Polêmica
No dia 12 de junho, o Brasil entrou em campo para a batalha que poderia levar a seleção a sua primeira final da Copa. Mas o técnico Ademar Pimenta resolveu dar um descanso para Tim e o artilheiro Leônidas da Silva.
Depois de um primeiro tempo sem gols, os italianos abriram o placar. Em seguida, Giuseppe Meazza aumentava a vantagem com um pênalti. Romeu ainda descontou para o Brasil no finalzinho, mas não impediu a eliminação da seleção brasileira.
O jogo Brasil e Itália causou muita polêmica e, até recentemente, foi objeto de análises e discussões. Há quem diga que o Brasil perdeu pelo cansaço dos jogos e viagens anteriores. Outros, lamentam a ausência de Tim e de Leônidas. Há também aqueles que garantem que o pênalti que deu origem ao segundo gol italiano não existiu.
Em depoimento ao Museu da Imagem e do Som, o falecido jornalista João Saldanha, que viu o jogo em Paris, disse que os italianos foram superiores, mantiveram o controle do jogo durante toda a partida e mereceram a vitória.
“Os italianos poderiam ter vencido de goleada. Eu estava sentado atrás do gol do Brasil e vi nosso goleiro defender até pensamento. Fomos bombardeados.”
O pênalti foi confirmado pelo próprio Domingos da Guia, em entrevista à BBC: “O atacante italiano parou a bola e me olhou. Eu o desarmei, ele me deu um pontapé e eu revidei imediatamente. Esse foi meu erro. O juiz viu e marcou o pênalti.”
O Brasil, comandado por Leônidas, garantiu o terceiro lugar vencendo, de virada, a Suécia por 4 a 2.
A seleção brasileira voltava para casa de cabeça erguida. Afinal, tinha disputado cinco jogos em 11 dias com duas prorrogações. Durante o Mundial o time teve que viajar mais de 4 mil quilômetros em território francês. E, além do terceiro lugar, o time voltava também com o artilheiro da Copa, Leônidas, com os 8 gols marcados na competição.

Falta de público
Na final, os italianos enfrentaram a Hungria, que na semifinal tinha vencido a Suécia com uma goleada de 5 a 1.
Mas os húngaros não foram páreo para os campeões do mundo. No final do primeiro tempo a Itália já vencia por 3 a 1. No segundo tempo, um gol para cada lado e o jogo terminou com a vitória da Itália por 4 a 2 e a consagração do bicampeonato dos italianos.
O Mundial da França registrou a pior média de público até hoje. Pouco mais de 21 mil torcedores por partida. Talvez o clima de guerra tenha estimulado o desinteresse do público.
Pouco mais de um após o término do Mundial o exército alemão invadiria a Polônia, dando início à Segunda Guerra Mundial.
A guerra interromperia o torneio por 12 anos. A Copa do Mundo só voltaria a ser disputada em 1950, no Brasil.

Até Breve