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Segundo Teatro da Casa da Ópera em Londres, Europa

Reconstruído a partir de dezembro de 1808, o segunto Teatro Real de Covent Garden (desenhado pelo arquiteto Robert Smirke), abriu em 18 de setembro de 1809 com a performance de Macbeth, seguido por uma atração musical chamada The Quaker.

O ator e diretor John Philip Kemble, elevando o preço dos ingressos para recuperar o valor investido na restauração, tornou-se bastante impopular e gerou manifestações contrárias que incluíam as batidas das bengalas, assovios, gritos e danças durante as apresentações. Foram as chamadas Revoltas dos Preços Velhos (Old Price Riots), que duraram cerca de dois meses, até que a administração viu-se forçada a ceder às reivindicações da audiência.

Covert-Garden-Theatre

Durante esse tempo os entretenimentos apresentados eram variados; foram encenados balés e óperas, mas não exclusivamente. Kemble realizou uma gama de apresentações, incluindo uma criança performista – Master Betty; o famoso palhaço Joseph Grimaldi ali apresentou-se. Muitos atores famosos da época atuaram no Covent Garden, inclusive a trágica Sarah Siddons, os especialistas na obra Shakespeareana William Charles Macready, Edmund Kean e seu filho Charles. Em 25 de março de 1833, Edmond Kean teve um colapso no palco, durante apresentação de Othello, vindo a morrer dois meses depois.

Na pantomima de 1806 o palhaço Joseph Grimaldi apresentou seu maior sucesso (Mamãe Ganso, então denominada Arlequim e Mamãe Ganso – ou o Ovo de Ouro) no Covent Garden, e ela foi reencenada no novo teatro. Grimaldi foi um inovador: seu palhaço Joey foi uma personagem construída na imagem de Arlequim então vigente, derivada da Commedia dell’arte. Seu pai havia sido um mestre-bailarino da Drury Lane, e sua comédia física, sua habilidade para a realização de truques visuais e bufonaria, somavam-se a sua grande habilidade em zombar com a platéia.

As primeiras pantomimas eram constituídas por mímicas acompanhadas por música, mas com a popularidade do Music Hall, Grimaldi introduziu uma “dama da pantomima” no teatro, que era responsável por iniciar a tradição de cantar para a platéia. Numa apresentação de dança e palhaçada em 1821, Grimaldi ficou fisicamente abalado, podendo apenas caminhar, sendo forçado a aposentar-se do teatro. Em 1828, estando sem recursos, o Covent Garden realizou um concerto beneficente para auxiliá-lo.

Em 1817 lampiões a gás substituíram as velas anteriores, e lâmpadas a óleo iluminaram o palco do Covent Garden. Isso foi uma melhoria, mas em 1837 Macready utilizou pela primeira vez um sistema inovador de holofotes durante a apresentação duma pantomima: isso permitiu realçar os atores, no palco.

O Theatres Act de 1843 rompeu o monopólio das patentes teatrais para apresentações dramáticas. A este tempo o Teatro de Sua Majestade no Haymarket era o principal centro de balé e ópera, mas uma disputa entre a diretoria e o maestro Michael Costa, em 1846, o fez transferir-se para o Covent Garden, levando consigo a maioria dos membros de sua companhia. O auditório foi completamente remodelado e o teatro reabriu com a apresentação da Real Ópera Italiana, em 6 de abril de 1847, com apresentação de Semíramis, de Rossini.

Em 1852, Louis Antoine Jullien, excêntrico compositor e maestro francês, apresentou uma ópera de sua composição, Pietro il Grande. Os cinco atos procuravam ser espetaculares, incluindo a apresentação de cavalos vivos em cena e uma música muito alta. Os críticos consideraram aquilo um fracasso completo e Julien viu-se arruinado, fugindo para a América

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