Psicóloga Karen Tannhauser entrou por vontade propria no porta malas do carro

Desaparecida desde o dia 31 de dezembro último, a psicóloga Karen Tannhauser, 37, foi encontrada viva na tarde desta segunda-feira, na garagem do prédio onde mora com os pais, na zona sul do Rio. Ela estava dentro do porta-malas do carro da síndica, um Palio Weekend.

Segundo a polícia, não houve crime, e Karen entrou no veículo por vontade própria.
Segundo policiais, ela foi encontrada por acaso pelo marido da síndica, quando ele abriu o porta-malas. Estava desorientada e emocionalmente abalada, com a mesma roupa que usava quando desapareceu. Disse que só se lembrava do que aconteceu até o dia 31, mas que tomou todas as decisões sozinha.

“Ela não foi forçada a nada”, afirmou a delegada responsável, Bárbara Lomba. Segundo ela, Karen ficou perambulando pelas dependências do prédio e entrou na mala por vontade própria, possivelmente hoje mesmo. Os donos do carro podem ter deixado o porta-malas aberto quando voltaram para casa de uma saída hoje de manhã.

“Ela disse que não teve contato com ninguém”, acrescentou Lomba. A delegada não quis confirmar se a psicóloga tomava remédios para depressão, como chegou a ser noticiado.
Karen foi levada para o hospital municipal Miguel Couto, na Gávea (zona sul), onde passa por exames. Segundo a polícia, ela só se comunicava com a única irmã, Patrícia Tannhauser, 35.
Câmeras de segurança do prédio filmaram a entrada de Karen no prédio, sozinha, por volta das 14h de sexta-feira, mas não registraram sua saída.

Segundo a mãe, Sônia Tannhauser, 63, o namorado havia deixado Karen em casa, e a psicóloga disse a ele que pretendia dar uma volta. Ainda segundo a mãe, ela estava com pouco dinheiro e sem o celular.

O aparelho foi encontrado na casa da família quando a irmã telefonou para ela no início da noite do dia 31.  O namorado da psicóloga é médico e os dois estão juntos há mais de oito meses. Ele voltou para buscá-la por volta das 19h de sexta, para passarem o Réveillon no Leme (zona sul).

De acordo com a mãe, quando soube do sumiço da moça, ele ficou com a família.
“O namorado dela ficou aqui o tempo todo. Depois de meia-noite procuramos a polícia, quando acabaram os fogos. Só não fomos à delegacia antes porque a gente ainda tinha a esperança de ela aparecer. Depois começou a bater o desespero. Fomos a hospitais, ao IML [Instituto Médico Legal] e nada”, disse.

Na tarde de hoje, a polícia realizou novas buscas no prédio _nos poços dos dois elevadores, nas caixas d’água e no terraço.  O condomínio tem dois blocos de 11 andares, com quatro apartamentos em cada andar. No dia 31, apenas a entrada da garagem estava funcionando, por causa de obras na portaria principal.

Fonte:Jornal Floripa/ Enquanto Isso

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