Cruzeiro no Rio Tâmisa, Turismo belo em águas ainda mortas – Europa

Ir a Europa é praticamente sinônimo de navegação curta no Tâmisa. Este que seu nome já foi associado a “Grande Fedor” devido a poluição, séculos passados, é um rio do sul da Inglaterra que banha Oxford e Londres e deságua no mar do Norte.

Com 346 quilômetros de extensão, nasce perto da aldeia de Kemble na região de Cotswolds e atravessa Oxford, Wallingford, Reading, Henley-on-Thames, Marlow, Maidenhead, Eton, Windsor e Londres.

Os problemas de poluição que o rio enfrentou fez com que um sistema de captação de esgotos fosse construído. Outro motivo foram às epidemias de cólera das décadas de 1850 e 1860.


A infra-estrutura construída então continua até hoje como a espinha dorsal da rede atual, apesar das várias melhorias ao longo dos anos. Na época, os engenheiros criaram um sistema que simplesmente captava os dejetos produzidos na região metropolitana de Londres e os despejava no Tâmisa alguns quilômetros rio abaixo.

Na época, a solução funcionou perfeitamente, e o rio voltou a se recuperar por alguns anos. No entanto, com o crescimento da população, a mancha de esgoto foi subindo o Tâmisa e, por volta de 1950, o rio estava, mais uma vez, biologicamente morto.

Foi então que as primeiras estações de tratamento de esgoto da cidade foram construídas. No início de março de 2010, o rio teve o nível mais baixo já registrado, o que revelou enorme quantidade de lixo, especialmente de garrafas e sacolas plásticas.

Hoje uma ONG chamada Thames21 tenta realizar a limpeza periódica deste rio. Em dez anos, ela contabiliza que foram retiradas do rio cerca de 250 mil sacolas plásticas. O rio Tâmisa atravessa diversas áreas urbanas do Reino Unido e é atravessado por cerca de 214 pontes, 20 túneis, 6 linhas férreas e um vau, o que faz do passeio indispensável, pena que essa joia ainda esta ferida.

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