Copa do Mundo 1982: Itália põe fim a sonho do Brasil

Sócrates e Paolo Rossi marcaram na partida. Mais uma vez o futebol brasileiro tinha se renovado e a nova geração de excelentes jogadores permitiu que o técnico Telê Santana selecionasse um grupo excepcional para a Copa da Espanha de 82.

O time de Telê não teve dificuldades em se classificar, despachando nas eliminatórias a Venezuela e Bolívia.

Para o Mundial, a Fifa aumentou o número de participantes de 16 para 24, de modo a refletir o crescente número de inscrições e acomodar interesses financeiros e políticos.

A Copa já tinha se tornado um negócio bilionário, atraindo a maior audiência entre os eventos esportivos existentes.

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Brasil eliminado
No dia 5 de julho, o Brasil voltava ao campo do pequeno estádio do Sarriá, para decidir a classificação contra a Itália. Para o Brasil, o empate era suficiente.

Mas logo aos 5 minutos de jogo, o centroavante Paolo Rossi abriu o placar para a Itália. O Brasil empataria aos 12 minutos com Sócrates, finalizando um passe de Zico.

Paolo Rossi voltou a marcar aos 25 minutos, aproveitando uma falha de Cerezo numa saída de bola equivocada. Depois de muito batalhar, o Brasil voltou a empatar no segundo tempo com Falcão, dando a impressão de que a classificação estava garantida.

Mas o time de Telê não sabia se defender para segurar um resultado e, instintivamente, continuou atacando, dando chances à Itália. Aos 29 minutos, o artilheiro Rossi marcou o último gol da partida e pôs fim ao sonho de mais um título brasileiro.

O Brasil, eleito pela imprensa internacional especializada como o melhor time da Copa, estava eliminado da Copa de 82.

Final
Alemanha e Itália fizeram a grande final. Os italianos entraram com muita raça e não deram chance aos alemães.

Final do jogo: três para a Itália (gols de Paolo Rossi, Tardelli e Altobelli) e um para a Alemanha (Paul Breitner). A Itália conseguiu, assim, seu tricampeonato, igualando a marca brasileira.  Paolo Rossi, o “carrasco” do Brasil, tornou-se artilheiro da Copa de 82, com seis gols. Para o Brasil, sobrou o consolo de ter pela primeira vez um juiz apitando uma final de Copa do Mundo, o árbitro Arnaldo César Coelho. Para muitos, a Copa de 82 marcou o fim da era do chamado futebol arte. A partir daí, prevaleceriam o preparo físico e os rígidos esquemas táticos defensivos, que acabariam por tirar o brilho do espetáculo. Times como a França de Platini e o Brasil de Zico, Sócrates e Falcão passaram a ser citados para mostrar que no futebol o que conta mesmo é o resultado.

Uma grande curiosidade do mundial da Espanha foi a interferência do xeque do Kuwait, Fahid al-Sabah. Ele invadiu o campo da partida em que a França derrotou o Kuwait por quatro a um, para protestar com o juiz soviético Miroslav Stuper, contra a validação de um gol francês. Surpreendentemente, o juiz não só permitiu a invasão de campo, como voltou atrás e mudou sua decisão, anulando o gol francês. O árbitro acabou punido pela Fifa.

Fonte wikipedia e BBC Brasil

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