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Copa do Mundo 1978: Argentina conquista sua primeira Copa

Argentinos comemoram vitória sobre a Holanda

O Brasil chegou à Copa da Argentina com inovações promovidas pelo técnico da seleção, o capitão reformado do Exército, Claudio Coutinho, supervisor da delegação vitoriosa em 70. Sob seu comando, as novas jogadas da seleção ganharam nomes como “ponto-futuro” e “overlaping”. A torcida via, porém, as mudanças com desconfiança.

Renovado estava também o elenco da equipe. Dos remanescentes de Copas anteriores, sobraram apenas os goleiros Leão e Valdir Peres, o lateral Nelinho e os meias Rivelino e Dirceu.  Uma nova geração de craques despontava na seleção de Coutinho. Brilhavam os zagueiros Edinho, Amaral e Oscar, os meio-campistas Toninho Cerezo e Batista, os atacantes Jorge Mendonça, Roberto Dinamite e a dupla infernal Zico-Reinaldo, a esperança de gols da torcida brasileira.

A seleção passou com altos e baixos pelas eliminatórias contra Paraguai, Colômbia, Peru e Bolívia. O time marcou 17 gols em 6 jogos, dos quais empatou dois e venceu quatro.

Argentina-1978

O Brasil estreou na Copa no dia 3 de junho, em Mar del Plata, contra a Suécia, que completava o grupo 3, junto com Áustria e Espanha. A grama do campo, recentemente plantada, começou a se desprender, deixando em seu lugar um monte de buracos, que dificultavam o toque de bola da seleção brasileira.

Apesar do gramado ruim, o atacante Reinaldo abriu o placar para o Brasil, mas os suecos não demoraram a empatar. No segundo tempo, a seleção brasileira não conseguiu acertar, facilitando a marcação rígida do pouco inspirado time sueco.

No final do jogo, Zico completou, de cabeça para o gol sueco, um escanteio cobrado pelo lateral Nelinho. Mas o juiz galês Clive Thomas não validou o gol, alegando que tinha apitado o fim da partida, com a bola no ar, antes de ter sido tocada pela cabeça de Zico.

Para o segundo jogo contra a Espanha, o técnico Claudio Coutinho voltava a insistir com outra de suas novidades que igualmente desagradava a torcida: a escalação do zagueiro Edinho, do Fluminense, na lateral esquerda. Era evidente a falta de adaptação de Edinho à nova posição.

A seleção não passou de um empate sem gols, em que foi salva por um erro do juiz e bandeirinha, que não validaram um gol espanhol, com a bola tendo nitidamente ultrassado a linha de gol, depois de bater no travessão brasileiro. Depois de dois empates, o Brasil teria que decidir a classificação com a Áustria, e só a vitória interessava. Segundo informações que circularam na Argentina, o então presidente da CBF, almirante Heleno Nunes, teria imposto ao capitão Claudio Coutinho a substituição de Zico e Reinaldo por Roberto Dinamite e Jorge Mendonça. Edinho abandonou o sacrifício da posição improvisada e foi substituído por Rodrigues Neto. As mudanças surtiram efeito e o atacante do Vasco da Gama Roberto fez o gol que garantiu a classificação brasileira.

Final
A Argentina seguia em frente para fazer a final contra a Holanda, que, apesar de ter chegado a sua segunda final consecutiva, já não apresentava o mesmo poder ofensivo do carrossel de 74.

Sem Johan Cruyff, que se negou a ir à Argentina em protesto contra a ditadura militar que governava o país, a Holanda acabou vencida pela raça e determinação dos argentinos.                                           Depois de um empate de um a um no tempo regulamentar, a Argentina fez dois gols na prorrogação, aniquilando qualquer possibilidade de reação dos holandeses. A Argentina conquistava a sua primeira Copa do Mundo entrando para o seleto clube dos campeões mundiais.

Mas a história poderia ter sido bem diferente. No último minuto do tempo normal, o ponta-esquerda holandês Resenbrink carimbou a trave do goleiro Fillol, emudecendo as mais de 70 mil pessoas que lotavam o estádio Monumental de Nuñes.         Ao time holandês restava o consolo de uma grande campanha e o segundo vice-campeonato consecutivo. A fabulosa geração de Cruyff, Kroll, Rep, Neeskens, Jongblod e Resenbrink seria mais uma a passar para a história sem conquistar o título mundial.

Fonte wikipedia e BBC Brasil

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