Vês estas mãos?

Vês estas mãos? Mediram a terra, separaram os minerais e os cereais, fizeram a paz e a guerra, derrubaram as distâncias de todos os mares e rios, e, no entanto, quando te percorrem a ti, pequena, grão de trigo, andorinha, não chegam para abarcar-te, esforçadas alcançam as palomas gêmeas que repousam ou voam no teu […]

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Amor, quantos caminhos

Amor, quantos caminhos até chegar a um beijo, que solidão errante até tua companhia! Seguem os trens sozinhos rodando com a chuva. Em taltal não amanhece ainda a primavera. Mas tu e eu, amor meu, estamos juntos, juntos desde a roupa às raízes, juntos de outono, de água, de quadris, até ser só tu, só […]

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Nos bosques, perdido

Nos bosques, perdido, cortei um ramo escuro E aos lábios, sedento, levante seu sussurro: era talvez a voz da chuva chorando, um sino quebrado ou um coração partido. Algo que de tão longe me parecia oculto gravemente, coberto pela terra, um grito ensurdecido por imensos outonos, pela entreaberta e úmida treva das folhas. Porem ali, […]

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Castro Alves do Brasil

Castro Alves do Brasil Castro Alves do Brasil, para quem cantaste? Para à flor cantaste? Para a água cuja formosura diz palavras às pedras? Cantaste para os olhos para o perfil recortado da que então amaste? Para a primavera? Sim, mas aquelas pétalas não tinham orvalho, aquelas águas negras não tinham palavras, aqueles olhos eram […]

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