O que a antiguidade nos ensiou foi resguardar a privacidade. Desde estes tempos antigos, após o recomeço da humanidade com Noé, cuja pessoa, família e animais foram salvos em uma Arca feita de madeira, após todo aquele processo de muita pregação, trabalho e destruição da humanidade, Noé se deu ao luxo de embriagar-se, e em sua tenda estava nu. A princípio vemos que ele em sua própria tenda teria o direito de estar com toda a privacidade. Mas a Bíblia conta que um dos filhos, chamado Cam entrou e viu sua nudez.
Quando Noé se recuperou de seu sono amaldiçoa seu filho que lhe expôs. A falta de indiscrição do filho foi tida como uma falta tamanha perante o pai e a família em geral. Esse fator se tornou crucial para que mais tarde se tornaria lei entre os judeus.
Já no século III d.c., a Mishná que era a lei judaica probia fofoca e protegia o espaço familiar para que ninguém interferisse na vida familiar levando à confusão.
Uma data marcante foi em 106 antes de Cristo até 43 anos antes de Cristo, atravéz do romano Cícero enfatizou a separação entre o que é público e o que seria privado: “O que se faz no domicílio pertenceria à vida privada, íntima; E o que se faz no forun seria aos olhos de todo o cidadão”. Quando ele fez isso, estava simplesmente reforçando Aristótelis no século IV antes de Cristo. O filósofo grego separou nessa época a necessidade de se manter público o que é público e íntimo o que é privado.
A medicina caminhava também nessa esfera com a ênfaze do grego Hipócrates que fez o juramento profissional de manter a intimidade do paciente sem jamais divulgar o que ouvira ou fizera com seu cliente. Sua época era entre 460-375 antes de Cristo.
Diante disso, ficamos a pensar como hoje, as pessoas querem e esofrçam para tornar público o que é privado, exposto o que é íntimo. O efeito das redes sociais, do youtube cada vez mais vem desmantelando toda uma estrutura constuída ao longos dos anos.
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